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APASE
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Associação de Pais e Mães Separados |
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ALIENAÇÃO PARENTAL - RELATO DE UM CASO |
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Do site MHR PSICOLOGOS ASSOCIADOS |
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Em
meados de 2002, chegou ao meu consultório um senhor com uns 45 anos,
que vinha indicado por um advogado, que eu mesma não conhecia. Então
nos apresentamos e perguntei a ele qual o motivo de sua consulta. Foi
quando o mesmo me respondeu que precisava de orientação para lidar com
a difícil situação que vinha atravessando por não poder ser pai de
sua única filha. Explique
melhor não poder ser pai ? Pois para mim se você tem uma filha é
porque já o é. Foi
então que começou a relatar que logo após o nascimento de sua filha
sua esposa não deixava que ele tivesse um acesso direto a filha, só a
mãe é que sabia e podia cuidar dela. Bem a situação foi se agravando
e a separação foi inevitável. Foi aí que tudo piorou, pois se
morando já era difícil ficar com a filha, quanto mais afastado. Nessa
mesma época meu cliente ficou envolvido com a doença de seu pai que
veio a falecer e por esta razão não tinha muita disponibilidade de ver
sua filha diariamente. Com isso a mãe afastava cada vez mais essa
aproximação paterna. Investiguei durante esse ano como era a sua relação
com o pai. Ele
me relatou que a sua ex-sogra e suas duas filhas foram abandonadas por
esse pai que nunca mais conviveu com as mesmas. Ficou claro para mim que
essa mãe não tinha nenhuma referência boa da figura paterna e com
isso faltava nela a identificação de quanto um pai é necessário para
o desenvolvimento e crescimento de um filho. Penso que por esta razão
sua ex-esposa vinha punindo não só o pai de sua filha, mas também o
seu próprio pai e tendo como referência a mãe ou a figura maternal
como única, se apossando assim de sua filha e privando o pai de poder
acompanhar e principalmente criar os vínculos afetivos de pai e filho, fazendo com que se caracterize alienação parental. INTERPRETAÇÃO
DO CASO
Neste
caso, como em alguns semelhantes que já tive a oportunidade de
trabalhar, percebo que a mãe é socorro, abrigo e segurança. A mãe
ama sem limites, sem condições, sem interesse próprio nem
expectativas. Vive para o filho! Do
que estou falando ? Certamente
essa mãe de carne e osso não era esse ideal perfeito. Ela se cansa, se
ressente, se queixa. Sem dúvida ama outras pessoas e nem sempre nos
ama, e deve haver momentos em que a criança se aborrece, se incomoda e
tem raiva. Contudo, se a mãe for suficientemente boa, citando
Winnicott, essa bondade é sentida como perfeição. Agora se ela for
apenas suficientemente boa, os desejos, sonhos e fantasias se confirmam
e ela dá o sabor do amor incondicional a esse filho. Permitindo que o
filho perceba principalmente a figura do pai, formando assim figuras
parentais, assim como outras pessoas são tão necessárias para seu
desenvolvimento normal e saudável. CONCLUSÕES
FINAIS
Neste
caso em particular eu citei a relação anterior da mãe com seu pai.
Porquê o amor infantil segue o princípio de que “amo porque sou
amado”. Logo essa mãe que não recebeu esse amor do pai, não
reconhece a figura paterna, sendo assim, se estabelece à alienação
parental, não sendo apenas suficientemente boa, não conseguiu fazer a
transferência do amor de sua filha para o seu pai. Pois amor é o
sangue da vida, o poder de reunião do que está separado. O
que estou querendo dizer é que apesar de ter ocorrido à separação do
casal, o amor e a união dos filhos com os pais não deve acabar.
Maria Helena Alcântara Lisboa - Psicóloga Clínica Especialista |
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