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ESTATÍSTICAS SOBRE DENÚNCIAS ERRÔNEAS OU FALSAS DE ABUSO SEXUAL INFANTIL

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Autora: Lic. Delia Susana Pedrosa de Alvarez

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O assunto das estatísticas de denúncia de abuso sexual é muito controvertido. Nos Estados Unidos, onde existe um verdadeiro culto às estatísticas, os investigadores não puderam chegar  a resultados numéricos coincidentes que possam indicar a porcentagem de denúncias errôneas ou falsas. Quer dizer, os estudos chegam a cifras muito divergentes que oscilam entre 6 % (Faller, 1989) a 80% (Wakefield, H. & Underwager, R.,1996). O que determina que os estudos não são confiáveis.

Como se isso não bastasse, acrescenta o problema de que não se pode ser preciso na quantidade de casos de abuso sexual real que recebem assistência psico-terapeutica, mas que não são denunciados, já que muitas vezes as próprias vítimas sentem novamente como vítimas.

Tampouco os estudos puderam distinguir entre os diferentes mecanismos de falsa denúncia, má interpretação parental, má interpretação da própria criança, sugestionamento dos pais, iatrogenia (alteração patológica provocada no paciente por tratamento de qualquer tipo), super-estimulação sexual, etc. (AACAP, 1993) e as correspondentes porcentagens. O problema fica ainda mais complexo, quando no mesmo caso podem confluir vários destes mecanismos e não é possível delimitar uma única relação causal. O que os estudos empíricos estão começando a mostrar é a relação entre as denúncias errôneas e o papel dos profissionais da saúde mental. (Ceci & Bruck, 1995 ;  A.P.A 1998 ; ACAP,1993; y otros) 

        É inquestionável que os delitos contra a integridade sexual das crianças aumentam na mesma proporção da exclusão social, da prostituição infantil, e do abandono paterno, e que são alguns dos problemas mais graves para a saúde infantil na atualidade e merecem a atenção das autoridades e repúdio por parte da sociedade. Também se deverá considerar como parte do problema os casos de denúncias errôneas porque é possível preveni-las e evitar que muitas famílias sofram suas conseqüências que resultam tão graves quanto a tragédia do abuso sexual infantil.

Como veremos no caso MacMartin, é possível que a maior porcentagem de denúncias errôneas são geradas, sem se propor a isso, pelos próprios  profissionais através de técnicas inadequadas. Ou pelos interrogatórios de pais ansiosos demais mediante mecanismos de estimulação por sugestionamento, sem intenção, mas decisivos (ACAP, 1993). e que não sejam denúncias "pré-fabricadas" premeditadamente para prejudicar uma terceira pessoa, mas sim e efeito de terapias sugestivas ou da projeção dos sentimentos e conflitos mal resolvidos do divórcio no pai e não guardião. Mais que isso, as denúncias pré-fabricadas intencionalmente são relativamente escassas, duas delas oscilam entre 5%  (Faller 1990)  e entre 6% (Jones y Mc.Graw, 1987). Neste tópico, o da mentira deliberada tem coerência entre as investigações.

O que acontece no nosso pais (Argentina)? O vazio de estatísticas confiáveis não pode determinar a quantidade de casos de abuso sexual. Tampouco é possível ter acesso às bases de dados em que se fundamentam os resultados. Especialmente porque a análise da quantidade de casos se realiza mediante ligações telefônicas e se compara a quantidade de ligações com a quantidade de casos verificados. Metodologia muito questionada pela sua grande margem de erro.Por exemplo, uma pessoa que consulta por um caso de abuso sexual infantil pode ligar várias vezes e o mesmo caso é considerado tantas vezes quanto a quantidade de ligações feitas, que podem ser duas, três ou mais (Wexler,1995).

Em continuidade, vou me referir a um trabalho publicado pela Associação Americana de Psicólogos, que coincide com nossa avaliação do problema (American  Psychological Association- Perigo na Corte. Uma análise científica de testemunho infantil, pp.2,4).

O que dizem os estudos sobre as falsas denúncias? 

"....Por outro lado, alguns investigadores reservam a designação "informes falsos" para aqueles casos onde existe uma tentativa deliberada e maliciosa de produzir uma denúncia falsa...". Esta é a tendência em nosso país.

"... Ainda que estes casos possam se designar como "Denúncias Falsas", esses não são os únicos. As denúncias falsas também ocorrem como o resultado de processos de coação intencionais ou sem intenção, por ou através da má interpretação dos acontecimentos, e por uso de técnicas de entrevistas deficientes.” Como demonstramos acima, as interpretações sobre o que prevalece e sobre os dados variam de acordo com a definição de denúncia falsa.

Num dos maiores e mais citados estudos, se revisou a situação geográfica de 576 casos de abuso sexual informado em Denver durante um ano. 53% desses casos foram classificados como "com indícios", 23% foram julgados como "sem fundamento", e 24 % dos casos não continham informação suficiente para fazer um juízo clínico claro.. 

Análises posteriores dos casos sem fundamento revelaram que esses poderiam ser classificados tanto como tentativas deliberadas/maliciosas de fazer uma falsa acusação (6% dos casos) ou os relatórios foram elaborados com boa fé, mas eram incorretos (17% de todos os casos).

Baseando-se nesses dados, alguns concluíram que somente uma pequena proporção de informes eram falsos (6%). Este percentual de 6% foi repetidamente apresentada na justiça pelos peritos. Levando em consideração o seguinte testemunho dado por um psicólogo clínico que avaliou a credibilidade de uma criança de 9 anos: 

Advogado: O que representa sua experiência geral nessa área?

Psicólogo: Minha experiência geral é que as crianças não fazem tais estórias de (sexo anal) e os investigadores dizem que só cinco por cento dos casos de denúncias não são verdadeiras (El Estado Vs. Geyman,1986,p.476.)

No entanto esta é uma deformação dos dados porque a porcentagem das denúncias falsas é de 23%. Os 6% corresponde a mentiras deliberadas, mas o restante, 17% estão entre aquelas mentiras que podem ser na realidade "erros honestos". E estes erros podem causar muito dano.

Outros estudos indicaram menores porcentagens de denúncias falsas. Baseados em relatórios de assistentes sociais, Everson y Boat (1989) estimaram que as denúncias falsas eram menos prováveis que as alegações das adolescentes (8% foram considerados falsas) em comparação as denúncias que se referiam a crianças menores de seis anos. (somente 2% dessas denúncias foram consideradas falsas)

Mas de acordo com os critérios que foram utilizados para classificar como denúncias falsas, sentimos que estas porcentagens podem ter sido supervalorizadas. Ainda que não tenhamos tido acesso a dados originais, parece que as "denúncias falsas" foram aquelas que foram julgadas como "mentiras intencionais e deliberadas".

Estas porcentagens podem não ter incluído aqueles casos que foram considerados no início como provados, mas que depois de investigações posteriores se constatou que eram o resultado de uma astuta coação dos adultos e de outras técnicas de entrevistas incorretas, o qual poderia elevar consideravelmente a porcentagem de denúncias falsas...."( Ob.cit.pp.31

De acordo com o aspecto que mais nos interessa; o grupo no qual surge um número maior de denúncias errôneas, ou seja, as denúncias no contexto dos litígios por Regimes de Visitas e Guarda, as investigações indicam:

".....Muitos dos estudos de denúncias falsas foram concentrados nos casos de custódias disputadas, as quais geram dois temas relacionados. Primeiro, as porcentagens de denúncias de abuso sexual são elevadas nas famílias implicadas em litígio por guarda?  A resposta parece ser positiva. Thoenes e Tjaden (1990) contou o número de denúncias de abuso sexual num amplo grupo de famílias envolvidas por visitas e guarda. Dentre as 9.000 famílias envolvidas em tais disputas, existiam 209 denúncias de abuso sexual. Os autores chegaram a conclusão de que a porcentagem de denúncias desse grupo era seis vezes maior que o observado no Estudo de Incidência Nacional (Centro Nacional de Abuso e Negligência Infantil, 1988).

O segundo tema relacionado aos casos de custódia é se as porcentagens de denúncias falsas são desproporcionalmente altas. Alguns argumentam que as porcentagens elevadas de abusos denunciados nas famílias divorciadas, refletem altas porcentagens de denúncias falsas que são conseqüência do estresse do divórcio e dos litígios pela custódia..."(...).

".... Benedecjk y Schetki (1985) realizaram com 18 crianças, estudos derivados de abusos sexuais em litígios por guarda e visitas. Depois de avaliados, 10 dos 18 casos foram considerados infundados. Os casos infundados foram situações nas quais o adulto é quem faz a denúncia e não há confirmação por parte da criança, ou de que houve deliberadamente coação à criança. Com base nas revisões de casos clínicos envolvendo denúncias de abuso sexual, Paradise, Rostain Y Nathanson (1988) concluíram que eram em maior número as denúncias falsas entre as crianças envolvidas nas disputas por guarda, do que as denúncias das denúncias não envolvidas em tais litígios. (5% das denúncias dessas crianças não foram comprovadas).

Dois estudos recentes incluíram maiores grupos de estudos e os autores de ambos coincidiram...."

Os estudos de Thoennes em cinco instituições diferentes revelaram um consenso geral de que as denúncias de abuso sexual durante litígios de guarda ou de visitas, ocorriam em "um número pequeno de casos, mas crescente" (Thoennes & Pearson, 1988a) Estimando que as acusações ocorreram em 2% nas diferentes cortes Estatais, a oscilação foi entre 1% e 8%. Naquele momento havia aproximadamente um milhão de casos de divórcio por ano. Destes, 55 por cento, ou seja, 550.000 casos incluíam crianças menores. 15% desses casos (82.500) terminaram na justiça devido a disputas pela guarda ou por visitas. Portanto, se transferirmos esses 2% deduzimos que havia cerca de 1650 casos de denúncias de abuso sexual por ano no contexto dos litígios.

Nos Estados Unidos a freqüência atual pode ser maior que aquela que Thoemes estimou. Guyer y Ash (1986) perceberam um aumento gradativo no número de denúncias de abuso sexual no contexto dos litígios por guarda ou por visitas: representa 33% de 400 avaliações realizadas pela justiça nos últimos cinco anos. Os próprios advogados destacaram que estavam trabalhando em mais casos (Fisk, 1989; Kaser-Boyd, 1988). Ekmam (1989) e os informes de alguns juizes sobre abuso sexual se apresentavam em 10%, ou mais, de todas as disputas por guarda. Raskin em seus estudos informou que depois de 1974 seus exames do testemunho de acusados de abuso havia aumentado em seu teste de veracidade (ou de inocência) a partir de 50% no período 1974 a 1982 até 79 % de veracidade no período de 1983 a 1987. A maioria dos testemunhos verdadeiros ocorriam nas disputas por guarda ou por visitas. (Raskin & Yuille, 1989

Há desacordo sobre a proporção de denúncias errôneas. Suas porcentagens variam de 20 a 80%. Thoennes informou que em 33 % dos casos de sua instituição não havia ocorrido o abuso. Foi considerado provável em 50% e,em 17%, não se pode determinar nada (Thoennes & Pearson 1 988a, 1 988b; Thoennes & Tjaden, 1990). No entanto o estudo tem uma séria limitação: o critério de determinação foi a opinião dos avaliadores e não a decisão do sistema judiciário.

Em quase 500 casos de supostos abusos sexuais, onde trabalharam Wakefield, H., & Underwager, no período de 1990 a 1996, 40 % foram litígios por guarda e visitas. Em três quartas partes não se encontraram indícios de abuso. Quer dizer, as acusações foram retiradas, nunca foram aceitas pela justiça, ou foram desestimuladas pela justiça.

Dwyer (1986) encontrou estatísticas similares, 77% das denúncias de abuso que constavam no Programa de Sexualidade Humana da Universidade de Harward, tinham sido consideradas errôneas. Esta conclusão se baseou na opinião de grupo de pessoas qualificadas de que as denúncias não eram confiáveis.

Estes números devem ser manejados com prudência e não devem nos levar a conclusão de que toda a denúncia no contexto de um litígio por guarda ou por visitas deve ser considerada falsa. Mas mostram que há um número desproporcionalmente alto de denúncias errôneas.

Os Protocolos de avaliação expedidos pela Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescência, os protocolos de avaliação para casos de litígios por guarda e visitas, e outros protocolos, consideram explicitamente o tema das denúncias de abuso sexual errôneas no contexto de um litígio por guarda ou por visitas.     

Se nos Estados Unidos os autores começam a observar o impacto das primeiras denúncias errôneas no contexto dos litígios por divórcio no ano de 1981 (Blush & Ross,1990), em nosso pais (Argentina) o fenômeno é mais recente e data do ano de 1993, e se manifesta da mesma forma que nos Estados Unidos nos divórcios conflitantes, nos litígios por maior tempo de convivência por parte do pai que não exerce a custódia, e nos litígios pela guarda.

Mas a experiência dos Estados Unidos parece não ter sido compreendida pelos profissionais de nossa nação, que na sua maioria, por uma parte, adere aos questionáveis estudos de Faller sobre as denúncias no contexto dos litígios por divórcio, que estabelece que a proporção de denúncias falsas ou errôneas é baixa. Outra parte, está em franco desconhecimento de outros estudos específicos sobre a grande proporção de denúncias falsas ou errôneas e seus mecanismos.

O estudo de Faller (1990a) se baseou em sua experiência clínica com 196 pais biológicos, pais sem a guarda, e padrastos. Os pais sem a guarda tinham sido acusados de abuso sexual durante as visitas logo depois da separação. O maior defeito do estudo de Faller está relacionado aos critérios que utilizou para determinar quais denúncias eram verdadeiras e quais não eram.

Um dos critérios de confirmação valido para determinar a veracidade de um possível abuso, é a confissão do suposto abusador. No estudo de Faller, apesar de que a metade dos padrastos e pais biológicos que moravam com seus filhos admitirem o abuso, somente 20% dos pais sem a custódia o admitiram. No entanto esses casos "foram validados" e Faller não considerou que nestes casos a denúncia de abuso poderia ser errônea. Tampouco deixou explícito que considera como abuso "validado". É a opinião subjetiva do profissional que investiga?. É a corroboração do caso, mediante confirmação de uma variável externa ao investigador como a própria admissão do abusador? É a simples suspeita do pai convivente? É a opinião pessoal de Faller, etc.? Alguns abusos se validaram sobre a base de um critério (confissão) e outros se validaram sobre a base da ausência do mesmo critério?  Quando o único critério de realidade do suposto abuso é a opinião subjetiva do profissional da saúde mental, não se podem sustentar critérios científicos nem estabelecer a possível margem de erro (Levine & Battistoni, 1991). Portanto é bem possível que um grande número de denúncias falsas pudessem estar presentes em 80% dos casos nos quais os pais que não mantém a guarda não admitiram o abuso. Qualquer estudo que utiliza estes critérios duvidosos de validade deveria ser analisado com extrema prudência (Meehl, 1989) .

 

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