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A velocidade com que o mundo transforma seus valores sociais é
espantosa.
Estamos no limiar de uma nova era, cujas mudanças aperfeiçoam
rapidamente os conceitos morais, transferindo o foco da atenção para
o bem estar e a felicidade das pessoas.
Dentro deste contexto, a criança vem merecendo especial atenção
em todos os sentidos.
A idéia de que o “Pátrio Poder” representava o “Direito” dos pais
sobre seus filhos, está sendo substituída com celeridade pela crença
de que o Sujeito do Direito é a criança, e que ao interesse dela
devem se curvar todas as Instituições com atenções necessárias para
que se torne uma pessoa adulta emocionalmente equilibrada e feliz.
Da idéia pré-concebida de que o amor que uma criança necessita
para se desenvolver psicologicamente sadia estava naturalmente
vinculado ao sexo de um de seus genitores, podemos afirmar que
estudos contemporâneos confirmam que o afeto entre os filhos e seus
genitores é construído pela convivência constante.
Pesquisas científicas com credibilidade comprovam que filhos de
genitores separados que são abruptamente constrangidos à perda do
contato constante com um de seus genitores, pela separação deles,
têm mais propensão ao uso de substâncias entorpecentes, ao abandono
de escolas, a engravidarem precocemente, a se tornarem delinqüentes
quando adolescentes, entre outros.
Neste contexto, com pioneirismo nacional, em março de 1997, foi
constituída a APASE – Associação de Pais e Mães Separados,
Organização não Governamental, reconhecida de Utilidade Pública que,
sentindo de perto as conseqüências dolorosas para os filhos do
divórcio, na maioria das vezes irreversíveis quando ocorriam
conflitos entre o ex-casal, fincou suas raízes na cidade de
Florianópolis para expandir-se e consolidar-se por quase todo
território nacional, a exemplo de aproximadamente uma centena de
associações congêneres no mundo, e de meia dezena de organizações
nacionais.
Preocupada com o futuro dos filhos dessa pátria, a APASE vem
defendendo com tenacidade a necessidade da convivência constante de
ambos os genitores no desenvolvimento dos filhos de pais separados,
buscando sensibilizar as autoridades judiciárias e os profissionais
liberais envolvidos nas demandas sobre guarda de filhos para uma
nova forma de convivência, em benefício das crianças.
O presente livro retrata com clareza o nível evolutivo desta
idéia nos meios jurídicos e psicológicos, abordando questões em
estado de ebulição, que aperfeiçoam valores morais e conceitos antes
tidos como imutáveis.
Desta obra participam renomados autores dos meios jurídicos e
psicológicos, com credibilidades incontestáveis, defendendo a
necessidade da participação eqüitativa de ambos os genitores no
desenrolar das vidas das crianças que repentinamente podem perder o
contato com um de seus genitores após a separação.
É um livro que esclarece leigos e especialistas que
cotidianamente lidam com separações, inclusive pais e mães,
iluminando de forma extraordinariamente simples e transparente os
benefícios da guarda compartilhada para os filhos e seus genitores
quando ocorre a ruptura do casamento ou da convivência.
Finalmente, oferece elementos sólidos para que os casais em
processo de separação, ou separados, reformulem suas idéias sobre a
guarda dos filhos, os tratando com mais atenção e carinho para
fortalecer os laços paternais e maternais, e os afastem dos
conflitos do rompimento da conjugalidade.
APASE – Associação de Pais e Mães Separados
Carlos Roberto Bonato – Presidente nacional
Willian Diniz Maia - Diretor nacional
www.apase.org.br |