|
|
APASE
-
Associação de Pais e Mães Separados |
| X |
Setembro/2004 |
|
O perfil do advogado especializado em Direito de Família e Sucessões
Anna Luiza Alves Ferreira(*)
O que realmente se espera de um advogado? Quantas vezes na vida as pessoas procuram um advogado especializado na Área de Direito de Família e Sucessões? Bem, seria fácil responder que cada caso é um caso, e que para esta área o advogado não precisa ser especializado. . . Não é tão simples assim. Este cliente tão importante se sentirá mais confortável em saber que o escritório de seu advogado tem um trabalho totalmente voltado para a área que ele mais necessita na naquele momento de sua vida. O advogado deve primeiro ter consciência de sua meta de trabalho, e por ela conduzir todo atendimento até a conclusão. Para isto, ele próprio deve valorizar a importância da família. Diante da ruptura do casal, o sentido familiar deve ser preservado, uma vez que as conseqüências do afastamento paterno ou materno são desastrosas. Logicamente, nem todos litígios são viabilizados. Para alguns casos, a parceria com psicólogos especializados nestas questões, e a realização da mediação familiar, se torna uma alternativa essencial para a pacificação de conflitos. A mediação, já muito usada e aprovada na França e EUA, é inovadora para a cultura do nosso país, porém de grande importância para as famílias brasileiras. Trata-se de reunião geralmente feita por dois profissionais habilitados, um da área do direito e outro de psicologia. Neutros ao caso, os mediadores favorecerem consideravelmente as partes, agindo de forma investigativa. As respostas surgem a partir do posicionamento de cada um. Numa mediação bem feita, os envolvidos não ganham nem perdem. Resolvem. Por outro lado, se o conflito for levado ao judiciário, quem decidirá será o juiz, podendo a lide se estender por anos. Para que o advogado corresponda a expectativa de seu cliente, deve oferecer uma consultoria completa e eficaz. O preparo técnico e prático deve decorrer da experiência do cotidiano, freqüência a cursos e estudos aprofundados, participação em associações e institutos ligados ao interesse de menores, elaboração de textos de fácil acesso as famílias e realização palestras. Ao ser procurado, num exemplo de ruptura de vida em comum, o profissional deve estar consciente, da situação fática e delicada de seu cliente, que pode querer apenas conhecer seus direitos, sem necessariamente estar pronto para a concretização de anseios ainda não solidificados. . . A consultoria deve ter enfoque explicativo, sempre versando sobre dois ou mais aspectos que irão embasar a decisão do cliente. Vale lembrar que por se tratarem de questões puramente ligadas a sentimentos, devem ser decididas pelo cliente. É importante deixar bem clara a intenção de se tornar o advogado da família, sempre enfatizando, que o interesse dos filhos menores serão preservados, e decisões como guarda, pensão e visitas poderão ser tranqüilamente revistas. Desta forma, entendemos a especialidade do advogado de família. A consultoria; a psicologia e a mediação são ferramentas complementares, porém muitas vezes fundamentais para soluções satisfatórias no sentido da preservação da harmonia familiar.
Anna Luiza Alves Ferreira partilhas@partilhas.com.br
|
| X |