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APASE
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Associação de Pais e Mães Separados |
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| Abril/2004 |
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ABUSO SEXUAL OU FALSA ACUSAÇÃO? EIS A QUESTÃO!!!
Andréia
Calçada
Como
uma das autoras do livro “Falsas Acusações de Abuso sexual – O Outro Lado
da História”, me surpreendo a cada vez que alguém envolvido neste tipo de
disputa me procura. Seja
para ler o livro, seja para solicitar um parecer, uma perícia ou somente para
desabafar. Três anos após o lançamento
do livro tenho material de sobra para uma segunda edição ampliada.
Muitas pessoas me procuram, em sua maioria homens, desorientados e
estupefatos pela acusação em questão. Na
maioria acusações ocorridas em meio a um divórcio, ou a disputa quanto horários
para visitação, ou ainda quando este homem se casa novamente ou apenas começa
a namorar. Um banho com a criança, um remédio a ser passado na
região genital, ou ainda um beijo na barriga se tornam o mais hediondo dos
pecados...abuso sexual infantil. Estas
crianças pequenas e dependentes confirmam e acabam acreditando realmente que
foram abusadas.
A
quem cabe então diferenciar o acontecimento do real abuso sexual, de uma falsa
acusação? Cabe a nós
profissionais da área de saúde, médicos, psicólogos, assistentes sociais,
advogados, policiais, delegados, etc...A forma de abordar esta criança fará
toda a diferença com relação seu futuro emocional.
O
assunto Abuso sexual é algo tão repugnante, que profissionais mal formados
embarcam na acusação sem fazer a avaliação adequada.
Este mês, recebi em meu consultório uma criança encaminhada
responsavelmente por uma advogada para que eu a avaliasse
antes que a acusação feita
por ela tomasse proporções maiores. A
mãe, pessoa coerente, me procurou apavorada com o relato do menino, que dizia
ter sido abusado pela madrasta. Todos
os termos de uma relação sexual, eram utilizados.
Ao avaliar a criança, investiguei e fiz o inquérito de forma não
diretiva, buscando sua memória. Desta
forma o relato se desconstruiu. Ele
desmentiu seus relatos. Inventou a história para que sua babá reproduzisse as
“cenas’com ele. Curiosidades e
fantasias infantis. Poupamos desta
forma uma criança e uma família de um sofrimento com enormes proporções:
pais sem ver os filhos por anos, perdendo o pátrio-poder, a criança
acreditando ter sido abusada sexualmente,...
Portanto,
chamo os profissionais à reflexão acerca de suas condutas principalmente
quanto à avaliação deste tipo de caso. Um
genitor desesperado pelo fato de seu filho ter sido abusado,
pode significar realmente um abuso sexual, mas
muitas vezes, pode ocultar
uma falta de caráter, um distúrbio mental, ou apenas um mero engano.
Nossa responsabilidade é crucial!
Andréia
Calçada – CRP-05/18785 |
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