A MEDIAÇÃO NOS CONFLITOS FAMILIARES
Aprender
a mediar é uma necessidade dos nossos tempos: a ruptura dos confins culturais,
de identidade, de inserção em grupo, de religião, de semelhança, exige um
esforço significativo para manter a níveis aceitáveis a vida em comum. Em
particular a mediação é um recurso precioso para consentir à família a
utilização de um confronto leal, voltado para a busca de soluções conforme
as aflições que a inquietam e que podem conduzir a explosão violenta da
crise. “A estratégia da mediação – antes de tudo é um modo novo de
pensar e também um modo novo de agir - não nega o conflito: este, nas suas
formas não crônicas, é útil como instrumento de afirmação da
individualidade, bem como modo de romper os equilíbrios para criar novos, mais
adaptados ao crescimento e às mudanças". A chave esta na disponibilidade
para superar a guerra de trincheira - "quando temos somente uma
possibilidade para o nosso futuro, já encontramo-nos em situação de
perigo" - para ativar a nossa inteligência criativa. A disponibilidade
para transformar-se a si próprio e de reportar-se já agora para adquirir a
pratica de efetivamente escutar os interlocutores diretos, a corajosa exploração
de hipóteses inéditas, a consciência de permanecer no empenho (compromisso)
para corresponder aos filhos depois da separação, são igualmente momentos
centrais de um percurso aqui ilustrado valendo também de exercício e concretas
indicações operativas. "Sou acostumada a mediar", escreve Roberta
Giommi, "e vejo as vantagens do tentar a construção dos diálogos,
comparações e paralelos, respeitando a regra do direito à reciprocidade, à
justiça, à serenidade do acordo. É esta experiência pessoal e profissional
que desejava compartilhar".
Psicóloga,
psicoterapeuta, Roberta Giommi dirige o Instituto de Pesquisa e Formação Ltda.
e o Instituto Internacional de Sexologia com sede em Firenze.