|
Pai para um lado, mãe para o outro, e o filho, como fica? Em geral,
quando os pais se separam, a criança fica com a mãe e só vê o pai de
15 em 15 dias. Mas não precisa ser assim.
Uma lei, que passa a valer a partir da semana que vem, mostra uma
outra forma de lidar com filhos de pais separados que alguns
ex-casais já usam: a responsabili- dade sobre o filho não tem que ser
só da mãe.
O nome é complicado, "Guarda Compartilhada", mas é fácil de
entender, é que o pai também pode estar mais pertinho do dia-a-dia
do filho, em vez de só levá-lo para passear e brincar no fim de
semana.
Os irmãos Vinícius Mendonça Costa, 9, e Otávio, 6, passam parte da
semana na casa da mãe, Ana Tereza Toni, e a outra parte, na casa do
pai, Gilberto Costa. Quando é dia de estar com a mãe, surpresa! Quem
vai buscar as crianças na escola é o pai, e vice-versa. Assim, diz
Ana, "nos vemos todos os dias".
Vinícius gosta do esquema: "E bom ter duas casas, a gente tem tudo
em dobro e mais amigos diferentes". E se fosse para ver o pai só às
vezes? "Eu iria ficar com saudade, querer saber como ele está. E ele
também."
Mas Otávio prefere a casa da mãe. "Ele pergunta sempre se é dia de
ir à casa dela", entrega o irmão.
Os pais de Amanda Marciano Rodrigues Paulino, 10, também são
separados, mas ela não fica mudando de casa. Ela mora com a mãe em
Goiânia (GO) e o pai dela vive em São Paulo.
Mas, graças ao "kit" MSN, Skype e telefone, eles se falam todos os
dias. "Meu pai não pode
vir
para cá direto, mas, assim, me ajuda nas lições, tira as minhas
dúvidas.
E divido as coisas da minha vida com os dois, porque eu não amo só
um deles", conta. |