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Apesar de ainda ser uma
prática pouco difundida na sociedade, a guarda compartilhada dos filhos
pode ser uma boa solução para atenuar os traumas causados nas crianças
pela separação dos pais. Para o presidente regional do Conselho Tutelar,
Agnes Dalzini, esse tipo de guarda é o melhor para a criança, que na
maioria das vezes se vê perdida após a separação dos pais. "O casal maduro
e responsável, deve deixar de lado as mágoas e pensar no que é melhor para
a criança", diz Dalzini.
Mas de acordo com a psicóloga
da segunda Vara de Família, Marta Baimes Machado da Costa, na maioria das
vezes, durante o processo de separação, as pessoas não conseguem ter o
equilíbrio emocional necessário para lidar com a situação.
Entre os psicólogos as
opiniões são divergentes, alguns são favoráveis à aplicação da Guarda
compartilhada, outros são mais conservadores. "A aplicação deste tipo de
guarda deve ser avaliada caso a caso. Em algumas situações ela é muito
viável.Mas o casal deve ser maduro para que a guarda compartilhada já se
transforme em ponto para maiores conflitos", disse.
A psicóloga explica que em
tese o melhor para a criança é continuar convivendo com o pai e com a mãe,
mas lembra que nem todo casal tem maturidade para lidar com isso.
"Decisões, como a escola em que a criança vai estudar, podem se
transformar em conflitos se houver desavenças entre os pais", alerta.
A psicóloga entretanto admite
que, em alguns casos, a guarda compartilhada chega a ser sugerida aos pais
e ao juiz em relatórios de avaliação. "Alguns juízes acreditam que esta
seja a melhor forma, mas a maioria deles prefere adotar a guarda única com
visitação livre daquele que não detém a guarda", explica.
Segundo o advogado Leonardo
Almeida de Souza, a questão da guarda compartilhada é tímida em
Petrópolis. "A Associação de Pais e Mães Separados (Apase) vem levantando
esta bandeira na cidade, mas acredito que a questão se tornará mais ampla
com a aprovação do projeto que quer incluir esta modalidade de guarda no
Código Civil", disse.
Para orientar pais e mães
interessados em saber mais sobre a guarda compartilhada, a Apase lançou
recentemente o livro "Guarda compartilhada - aspectos jurídicos e
psicológicos", que traz informações claras sobre temas como o processo de
readaptação familiar após o divórcio ou rompimento de união estável onde
existam filhos, entre outras orientações. Mais informações podem ser
obtidas no site www.apase.org.br. |