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Defender o
direito da criança contar com a presença do pai e da mãe em sua vida,
mesmo depois da separação do casal, foi um dos pontos discutidos durante a
realização da IV Semana de Igualdade Parental, realizada de 26 a 30 de
setembro em todo o Brasil. Em Fortaleza, a semana foi encerrada ontem com
atividades na Praça do Ferreira, promovidas pela Associação de Pais e Mães
Separados (Apase) - seção Ceará.
A
palavra-chave para tratar de igualdade parental é guarda compartilhada.
Muitos pais ainda desconhecem seus direitos, e a própria Justiça não
facilita a concessão de guarda conjunta, ampliação de visitas ou qualquer
outro requerimento jurídico que represente uma maior participação da
figura paterna na vida da criança.
Como
destaca o presidente da Apase-Ceará, Eduardo Chaves, a semana teve como
objetivo divulgar a existência e importância da guarda compartilhada para
o desenvolvimentos dos filhos de pais separados.
Eduardo
Chaves destaca que a sociedade privilegia a mãe nas relações familiares,
como se apenas ela fosse responsável pelo filho, quando, na verdade, há
pais que querem participar da educação das crianças e são impedidos pela
morosidade da Justiça.
A ausência
da figura materna ou paterna no convívio com a criança pode trazer vários
prejuízos psicológicos a ela, assim como a sobrecarga de responsabilidade
com o filho pode provocar distúrbios emocionais no pai ou na mãe.
A
realização da Semana teve também como meta a sensibilização dos juízes,
advogados, médicos, psicólogos, professores e todos aqueles que têm
contato com crianças e pais. Assim, eles poderão ressaltar os benefícios
da guarda compartilhada.
O
presidente da Apase explica que os pais, quando querem se aproximar dos
filhos e pedem uma ampliação do número de visitas, esperam até anos por
uma resposta da Justiça.
Ele avalia
que com a popularização do sistema de guarda compartilhada, esse processo
não será tão demorado. A legislação brasileira assegura esse direito aos
pais e cabe a eles se interessarem pela educação do filho, saúde,
crescimento e vivências. Não basta ser o provedor, com o pagamento de
pensão, mas alguém com quem o filho e a mãe possam contar.
“A criança
não pode perder a referência de pai e mãe”, diz Eduardo Chaves. Todas
essas implicações da guarda compartilhada foram discutidas durante a
semana, mas o assunto não será encerrado. A Apase pretende continuar com
ações constantes, chamando a atenção do poder público e da sociedade para
a importância dos pais separados, mas presentes. |