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Valor
Econômico - Edição de 18 e 19 de junho de 2003
OAB
apresentará posição sobre reformas
Layrce
de Lima
De
Brasília
O
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encerrou ontem uma série
de reuniões plenárias iniciadas no domingo. Entre os assuntos em pauta, a
reformas tributária e da Previdência Social, um projeto da ministra do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nancy Andrighi, que
cria os juizados especiais federais para questões de família e até a
participação da Ordem na elaboração
de acordos internacionais. Embora não tenham fechado apoio aos projetos de
reforma que tramitam no Congresso Nacional, os advogados da OAB aprofundaram os
estudos sobre o assunto. Uma posição formal da Ordem a respeito das propostas
deve ser divulgada nos próximos dias.
Embora
alguns conselheiros da OAB apóiem a iniciativa da ministra Nancy Andrighi para
a criação de varas especiais também para o julgamento de questões relativas
ao direito de família, a posição final do Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil foi contra a proposta. Uma comissão de advogados
deve elaborar uma proposição para substituir o projeto da ministra, já
divulgado e encaminhado ao Poder Legislativo.
A
preocupação dos conselheiros da Ordem é, principalmente, com a dispensa de
advogados, que é prerrogativa no funcionamento dos juizados especiais. O
principal argumento contra a proposta é a complexidade das questões de guarda
de filhos que freqüentemente são decididas em processos tumultuados.
Duas
propostas importantes já incluídas na pauta do conselho Federal da OAB tiveram
sua apreciação adiada para agosto. A primeira delas é a moção de apoio ao
projeto que proíbe o exercício da advocacia por parentes de magistrados nos
tribunais em que estes atuam. O projeto será na Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) do Senado Federal.
Uma
emenda apresentada na comissão definiu que a restrição deve atingir apenas cônjuge,
companheiro, pai e filho do magistrado. Mas o Conselho Federal da Ordem ainda não
tem posição sobre o novo texto. Também será apreciada em agosto a proposta
de apoio ao projeto do ex-senador Paulo Souto (PFL-BA), que pretende proibir a
cobrança de cheques caução pelos hospitais no momento da internação. Embora
admita o apoio à proposta, o Conselho Federal deve restringir a proibição aos
casos em que o doente tiver plano de saúde, que já seria uma garantia
suficiente, tornando desnecessária a caução.
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