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Para
quem sente na pele os problemas da separação conjugal e o
distanciamento do convívio com os filhos, nada melhor do que procurar
ajuda especializada. Foi isso que fez o engenheiro santista Marco Antônio
Uchôa, representante da Associação dos Pais e Mães Separados
(Apase). Trata-se de uma organização não-governamental (ONG),
que iniciou suas atividades na Baixada Santista no mês passado.
O
engenheiro de 44 anos separou-se há um ano e meio e, desde então, não
consegue ver os dois filhos. ‘‘A última vez que os vi foi no Dia
dos Pais (8 de agosto de 2004)’’, conta. ‘‘Então não me
desesperei e fui procurar ajuda’’.
Uchôa
entrou no site da Apase (www.apase.org.br) para buscar informações
sobre como lidar com a situação. O resultado, segundo ele, foi tão
bom que decidiu, após um processo de treinamento e muitas leituras,
tornar-se voluntário e o representante da entidade na Baixada Santista.
‘‘O
objetivo da Apase é divulgar e ajudar a sociedade a repensar o caso da
guarda compartilhada, que é o direito dos filhos a ter a mãe e o pai
presentes’’, explica Uchôa.
Pais
e mães que necessitam saber mais sobre o tema, ou que estejam passando
pelo problema de não ver os filhos, devem procurar assistência. Em
Santos, a Apase terá programas de ajuda em grupos e individuais.
‘‘Queremos mostrar aos pais que a referência da criança não está
na casa, mas sim no convívio com os pais. Assim, a guarda compartilhada
é o melhor caminho’’, afirma.
A
guarda compartilhada acontece quando as crianças moram na casa do pai e
na casa da mãe. De acordo com pesquisas realizadas nos Estados Unidos,
filhos de pais separados que convivem com ambos apresentam maior
maturidade diante dos problemas da vida.
No
caso de Uchôa, ele luta para evitar que os filhos sejam prejudicados
pela Síndrome de Alienação Parental (SAP). Isto ocorre quando quem
tem a guarda dos filhos deflagra uma campanha moral contra a outra
parte, levando os filhos a ter aversão a seus pais.
De
acordo com a psicóloga Valquíria Vargas, a qualidade do relacionamento
com os pais e mães é fundamental para as escolhas que os filhos terão
durante a vida.
Por
isso, informar-se sobre o assunto é muito importante. Pelo telefone
9712-
4081, a
população
pode ter acesso à Apase. No site da ONG (www.apase.org.br) há 4 mil páginas
de artigos escritos por advogados, psicólogos, historiadores, entre
outros especialistas.
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