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Solução Pacífica |
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Carlos acredita que a conscientização dos cônjuges é um dos passos mais importantes para que o divórcio não se torne um fardo mais pesado do que ele já é. “Em função de ressentimentos entre o ex-casal, eles passam a se atacar e, nesse ponto, os filhos tornam-se o instrumento principal”, comenta. “Além disso, quando tudo entra no âmbito judicial, muitas vezes por conta do uso de jurisprudências ultrapassadas ou até por instigação dos advogados, os pais caem numa disputa como se a criança fosse um objeto”, aponta. E é daí que saem as decisões em que um deles visita a criança a cada 15 dias, transformando o pai afastado em um verdadeiro estranho para o filho. “Nesse sistema, um tem que acabar com o outro para conseguir a guarda”, complementa. É
claro que, para que tudo corra bem, é preciso que os pais tenham
consciência do que estão fazendo e os outros envolvidos desenvolvam
tato para lidar com a situação. Mas, caso não existam razões
maiores do que as mágoas para brigar, o conselho geral é deixar a
prole longe das discussões o máximo possível, pois se o casal levar
a questão para que o juiz decida com qual dos dois ele deve ficar, um
dos envolvidos corre o risco de perder a companhia das crianças.
“Quando um casal entra no litígio para decidir a guarda dos filhos,
aquele que a perder passa a seguir uma regulamentação de visitas
feita pelo juiz”, explica o advogado Alexandre. E, afinal de contas,
quem é que quer ficar longe dos seus pimpolhos? Obviamente, o
magistrado não vai necessariamente impedir ninguém de ver as crianças,
mas dependendo do quando o casal está disposto a brigar, o prejuízo,
tanto para os pais como para os filhos, pode ser maior que o necessário. No entanto, para o presidente da Apase, esta mudança de pensamento já está acontecendo. “O que eu tenho visto na Associação são os próprios pais brigando com aqueles ex-maridos que tentam acabar com as ex-mulheres para ficarem com os filhos. E, ao mesmo tempo, vejo as mães indignadas com as ex-mulheres que usam os filhos como arma nessas horas”, afirma Carlos. A criançada agradece. |
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