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APASE
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Associação de Pais e Mães Separados |
OS
FILHOS DO DIVÓRCIO SÃO DIFERENTES DOS OUTROS?
Euclydes
de Souza (*)
Os
filhos do divórcio são muito diferentes dos outros? Na aparência, não. Eles
riem, choram, usam coisas da última moda e assistem aos mesmos programas de
televisão que as outras crianças. Mas, são diferentes? Cremos que sim.
Estamos falando por experiência própria, assim como baseado em pesquisas
produzidas por várias universidades americanas e instituições de proteção
à criança.
Afirma
Archibald D. Hart em seu livro "Ajudando os filhos a sobreviverem o divórcio",
que com o evento da separação a vida da criança é mudada para sempre. Os
filhos do divórcio são de fato influenciados pelo processo e irão ser
provavelmente diferentes das outras crianças como uma conseqüência.Qual a razão
disso? Simplesmente porque o divórcio, embora não seja mais o estigma que era
antes, não é uma coisa insignificante na experiência de uma criança.
O
divórcio estabelece uma série de eventos penosos e trágicos que força
ajustes e mudanças que as crianças nem sempre são capazes de fazer. Esses
ajustes deixam sempre a sua marca; trata-se apenas de uma questão de quão
grande é a marca que permanece quando a poeira assenta. É nesse ponto que as
verdadeiras dificuldades surgem. A maioria dos períodos pós-divórcio é ácida
e no geral prejudica mais do que o próprio divórcio, deixando quase sempre
cicatrizes emocionais permanentes em todos os envolvidos, mas especialmente nas
crianças.
Nós
já vimos e sentimos o suficiente para nos convencermos que o divórcio não é
evento neutro que a criança irá superar rapidamente como muitos querem nos
fazer acreditar. É uma causa grave e complexa de problemas de saúde mental
hoje. Uma crise de imensas proporções que ameaça as crianças de todo o
mundo, Diz Archibald D. Hart.
Os
resultados de pesquisas realizadas no USA e no mundo demonstram que os efeitos
do divórcio sobre os filhos são muito mais sérios e duradouros do que a
maioria dos defensores do divórcio está disposta a admitir. Uns poucos
pesquisadores têm outra opinião, porém não concordamos com ela, afirma Archibald
D. Hart em seu livro "Ajudando os filhos a sobreviverem ao divórcio".
No
caso de nossas constatações parecerem muito sombrias e negativas,
apressamo-nos em dar boas notícias. Os filhos do divórcio nem sempre são
irrevogavelmente afetados ou emocionalmente atingidos. Tudo depende do
comportamento dos pais que estão se divorciando e como eles vão ajudar os
filhos a se ajustarem à dissolução do casamento. É possível que os pais,
com a orientação adequada, possam auxiliar os filhos a se tornarem mais
ajustados, saudáveis e bem sucedidos.
Mas
para isso, é fundamental que seja pacífico o entendimento de que a Guarda
Compartilhada física ou legal e também a Guarda Alternada, em alguns casos,
é
a melhor forma de encorajar a cooperação e desencorajar interesses próprios,
como concluiu a Universidade de São Francisco na Califórnia em sua
pesquisa(VIDE pesquisa nº 85-14995) e também que é através da guarda
compartilhada física ou legal e a guarda alternada, que se atinge o melhor
interesse da criança.
Bibliografia:
Ajudando
os filhos a sobreviverem o divórcio. Dr.Archibald
D. Hart. São Paulo: Mundo Cristão,1998
Pesquisas
Da Universidade de São Francisco , Califórnia nº85-14995
(*)
Euclydes
presidente da Apase Rio de Janeiro