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O crescente número de casais separados foi debatido no Globo
Comunidade pelo presidente da Associação de Pais Separados,
Euclydes de Souza; pela juíza da Segunda Vara de Família, Lenice
Podstein e pela psicóloga Marilza Mestre.
Para a psicóloga, a melhor forma de enfrentar uma separação é
contando a verdade aos filhos. “O casal está deixando de viver
sob o mesmo teto, mas jamais os dois vão deixar de ser pais"
Mas Marilza Mestre afirma que o ideal é dizer apenas o essencial,
pois a criança não precisa e nem quer saber de detalhes. Segundo
Marilza, são os pais que querem justificar suas falhas dando aos
filhos explicações exageradas.
Já a juíza Lenice Podstein, da Segunda Vara de Família de
Curitiba, explica que hoje, a Justiça é mais flexível e tenta
satisfazer o desejo dos pais.
Quanto à guarda das crianças, a juíza diz que há fases em que
os filhos preferem ficar com a mãe, e outras, com o pai. "A
orientação atual é que os filhos passem parte do tempo com cada
um. O que existe hoje é um princípio de proporcionalidade.
Não é quem paga pensão, é quem sustenta
proporcionalmente.”
Para ela, o ideal é que cada um arque com 50%; e o mesmo vale
para as chamadas uniões informais, hoje em grande número, no país.
O Globo Comunidade também abordou a guarda compartilhada, um
modelo de educação de filhos que prevê a participação do pai
e da mãe em tudo que a criança faz.
Existem dois modelos: um deles, em que o filho passa 15 dias com o
pai e 15 com a mãe. O outro prevê a participação de mãe e pai
no dia-a-dia da criança.
Mas para isso, é preciso haver um bom relacionamento do casal, o
que muitas vezes não ocorre.
Para a psicóloga Marilza Mestre, ter duas casas nem sempre é o
melhor, pois a criança pode ver ganhos imediatos. Ela explica que
a criança se sente mais protegida e mais amada quando ocorre a
guarda compartilhada.
Esse modelo de educação também é defendido pela Associação
de Pais Separados, que apóia pessoas que decidem se divorciar. Os
casais podem dispor do trabalho de psicólogos, assistentes
sociais e ter ainda assistência jurídica.
Informações detalhadas sobre as atividades da associação podem
ser encontradas no endereço: www.apase.com.br
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