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SALOMÃO E A GUARDA COMPARTILHADA |
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Adaptação de Rogério Cogliatti. |
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relatos da Bíblia e da história, encontramos Salomão, um grande rei
que recebeu de Deus sabedoria para conduzir o seu povo. Ponderava
sobre suas decisões e fazia bom uso de sua autoridade e das leis, as
quais também cumpria, pois era justo. Certa
vez, como narram as escrituras, se viu diante de um caso inusitado,
sobre o qual deveria dar seu veredicto. Duas
mulheres se apresentavam diante dele, disputando a guarda de uma criança.
Cada uma delas alegava ser a mãe do menor e pedia para si a sua
tutela. O
que fazer??? Uma
decisão errônea iria alterar para sempre o futuro de alguém que, na
disputa de ambas as partes, acabara sendo vista apenas como “objeto do
direito”. Como
na época, o DNA era ainda uma informação que pertencia apenas
ao Criador, Salomão teve de usar toda a sabedoria à ele conferida para
ditar a seguinte sentença: -“Como
não conseguem chegar à um acordo, tragam uma espada e partam a criança
ao meio, e dêem um pedaço à cada uma.” Imaginem
o espanto daqueles que o cercavam ao ouvir tal declaração.
Seria melhor escolher uma das duas e lhe entregar a criança. Porém
uma das mulheres clamou que, pelo bem da criança a entregassem à outra
mulher e lhe preservassem a vida. Diante
deste fato, Salomão pôde perceber o verdadeiro amor daquela mulher,
revelando-a como a verdadeira mãe, e deu à ela a posse de seu filho. A
Justiça foi feita, já que a outra era uma impostora. Imaginemos
então que os envolvidos fossem uma criança, sua mãe e seu...PAI?
Isso
mesmo, seu pai. Provavelmente
não seria pedido que se cortasse a criança ao meio já que ali não
havia uma parte ilegítima. O
que fazer então??? Provavelmente,
Salomão com toda sua sabedoria, responsabilidade e senso de justiça,
decretaria que ambos deveriam zelar, prover o sustento e a educação,
dando-lhe amor e respeito, fazendo o uso da qualidade de PAI e de MÃE,
que lhes foram confiados em relação ao menor, já que, nem mesmo um
REI poderia destituir um ou outro de sua função. E,
o que fazer caso um dos dois, sem motivo palpável e movido pelo egoísmo,
se negasse a compartilhar a guarda de seu filho com o outro genitor? Provavelmente
a guarda seria dada àquele que compreendesse que suas diferenças não
devem ser maiores que o respeito pelos sentimentos de uma criança que,
pela sua fragilidade, se sentiria “partida ao meio” ao se ver
OBRIGADA à escolher entre o papai ou a mamãe. Esta
é a essência da GUARDA COMPARTILHADA. Provavelmente
seria a escolha de Salomão. Certamente
é a minha...e, a sua??? *Salomão
era filho de Davi e Betseba, e foi rei de Israel. *Ref.: Bíblia Sagrada, I Reis cap. 3, vers.16 à 28. |
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