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O ELO PARTIDO |
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Tente visualizar a seguinte imagem: Um barco com suas velas içadas ao vento, impulsionado por esta força invisível que o empurra rumo à novos horizontes... Imagine também este barco preso à uma enorme e antiga âncora, aprisionada à rochas profundas do oceano, imponente, fria e imóvel. Entre a força impulsionadora do vento e o enorme peso da âncora se encontra uma corrente formada por inúmeros elos. Alguns mais voltados para a âncora, outros, mais voltados para o barco, e entre todos, um elo mais frágil. Podemos deduzir então, alguns possíveis finais para nossa história: *Um, em que o barco fecha suas velas e permanece preso no mesmo lugar. *Outro em que o vento sopre tão forte e arranque a âncora das entranhas submersas que a prendiam. *Ou então, que o elo mais frágil da corrente se rompa e se perca em um oceano incerto e escuro. Nesta ilustração, a âncora representa conceitos antigos, presos à superfícies arcaicas que não aceitam mudanças. Os ventos representam a necessidade de se buscar novos horizontes, novas soluções para novas realidades. A corrente simboliza os vários indivíduos de uma mesma sociedade, e o elo mais frágil, as nossas crianças. Pais e mães não deveriam usar as Varas de Família como “cabo de guerra” na disputa dos filhos, mas, primordialmente, preservar a integridade deste precioso “ELO”. Tendo em vista que, se a “corrente” partir, a âncora não será mais que um peso inútil e o barco, um errante sem direção. Barco e âncora são responsáveis pelo equilíbrio e manutenção de seus elos para que tenhamos uma corrente forte, rumo a águas mais tranqüilas. Não podemos mudar o mundo, mas talvez , nossos netos possam. Vai depender do que fizermos pelos nossos filhos hoje. Afinal, estamos todos no mesmo barco... |
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