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Desde
que as associações brasileiras iniciaram os movimentos pela igualdade
parental na guarda dos filhos, o Brasil vem sofrendo mudanças consideráveis
com imensos benefícios para as crianças.
Pesquisas
com sustentação científica constataram que a constância de contatos
com ambos genitores reduzem as probabilidades das adolescentes
engravidarem precocemente e de se suicidarem, dos adolescentes fugirem
de casa e de usarem drogas, e de ambos abandonarem as escolas ou
terminarem seus dias nas cadeias, comprovando que os mitos de que o
referencial físico e o contato constante com apenas um dos genitores após
a separação é prejudicial para os filhos.
Hoje,
a idéia de que os pais têm “direitos” sobre os filhos, foi
superada pela idéia de que os filhos têm o “direito” de
continuarem com a convivência constante e regular de ambos os genitores
após a separação. Os filhos do divórcio deixaram de ser o “Objeto
do Direito” e se tornaram o “Sujeito do Direito”, para evitar que
não se tornem órfãos de genitores vivos.
Faça
sua parte para difundir a Guarda Compartilhada sem necessitar se filiar
a uma associação.
Por
menos que você possa fazer, sempre será de extrema importância para o
futuro de nossas crianças.
Uma
pequena iniciativa repercutirá de maneira extraordinária em qualquer
ambiente que congrega pessoas.
Abaixo
estão algumas sugestões que qualquer pessoa pode fazer sem causar
transtornos, perda de tempo excessivo, ou gastos extraordinários.
1)- Imprima
panfletos ou matérias em seu próprio computador com textos ou cartazes
criados por você mesmo ou sugeridos pela Apase, e distribua entre seus
amigos e colegas nas reuniões de pais e mestres, nos aniversários, nas
assembléias do trabalho, e em todos os lugares onde exista reunião de
pessoas; ou coloque-os em murais de lojas, supermercados, postos de
abastecimento para veículos, abrigos de pontos de ônibus, e em todos
locais que oferecerem esta opção.
2)-
Peça para os jornais e rádios de sua cidade difundir idéias
referentes ao assunto.
3)-
Solicite para os canais de televisão a inclusão deste tema nos
programas de debates.
4)-
Se você é pai ou mãe separado, com ou sem a guarda dos filhos, reúna-se
com colegas ou amigos na mesma situação. Debata o assunto com eles,
discuta a idéia e aprofunde-se no tema.
5)-
Se você exercer o magistério, discuta com seus alunos este tipo de
guarda, aborde a necessidade de ambos os pais participarem de
desenvolvimento dos filhos após a separação.
6)-
Se você é aluno, coloque este tema em discussão junto com seus
colegas e cite esta idéia nos trabalhos escolares.
7)-
Se você tem filhos na escola, aborde este tema com os (as) professores
(as) de seus filhos e solicite a discussão em aula.
8)
Se você participa de reuniões de pais feitas nas escolas, coloque em
evidência este tema.
9)-
Se você participa de qualquer grupo religioso levante esta questão em
qualquer templo.
10)-
Se você está em final de curso na Faculdade, faça sua monografia com
este tema, especialmente se for da área do Direito, da Psicologia ou do
Serviço Social.
11)-
Se você trabalha em locais onde exista uma quantidade recomendável de
pessoas, organize grupos de discussão.
12)-
Se você conhece algum parlamentar, especialmente um Deputado Federal ou
Senador, entre em contato com ele e solicite sua participação efetiva.
13)-
Se você conhece algum magistrado (Promotor, Juiz, Procurador ou
Desembargador), aborde o assunto com ele e relate exemplos que você tem
conhecimento.
14)-
Se você for psicólogo, assistente social ou advogado, discuta com seu
grupo de colegas de profissão esta modalidade de guarda.
15)-
Se você for magistrado, questione este tipo de guarda com seus colegas
de trabalho.
16)-
Se você for radialista, repórter, ou produtor de programas de TV,
inclua este tema nas suas reportagens.
17)-
Se você faz parte da diretoria de Conselhos de Psicologia, Serviço
Social ou da OAB, solicite a inclusão deste tema nos debates e
encontros de sua classe profissional, ou a divulgação de matérias
sobre guarda compartilhada nos comunicados internos.
18)-
Se você faz parte da diretoria de uma comunidade específica, como
sindicatos de trabalhadores, clubes de futebol, associações
recreativas, ou outras semelhantes, divulgue a guarda compartilhada.
Nessas associações se concentra o maior número de genitores
separados.
19)-
Se você faz parte de um grupo de pessoas que se reúnem em bares após
o expediente para uma conversa descontraída, debata este assunto com
eles. Dificilmente você não encontrará um pai ou uma mãe separado
(a) para relatar sua experiência e desejoso (a) de se aprofundar no
assunto.
20)-
Se você for pai ou mãe, separado ou não, discuta este assunto com seu
(sua) cônjuge, e tendo seus filhos idade de compreensão, discuta com
eles também.
Qualquer
iniciativa que você tome vai lhe custar muito pouco e os benefícios
serão enormes.
Se
você quiser participar ativamente no movimento, integre-se a uma das
associações brasileiras. Sempre haverá um lugar para você.
As
associações existentes no Brasil são as seguintes:
APASE
– Associação de Pais e Mães Separados do Brasil
http://www.apase.org.br,
Pai
Legal
http://www.pailegal.net
Participais
– Associação pela participação de pais e mães na vida de seus
filhos
http://
www.participais.com.br
Pais
para Sempre
http://
www.paisparasemprebrasil.org
Movimento
Guarda Compartilhada Já
http://
guardacompartilhada.vilabol.uol.com.br/
Florianópolis,
20 de abril de 2005
APASE
- Associação de Pais e Mães Separados |